Hipogonadismo masculino: saiba o que é e como tratar

Homem maduro recebendo o diagnóstico de hipogonadismo masculino de sua médica

Vamos conversar sobre hipogonadismo masculino?

Com o envelhecimento, os homens tendem a apresentar uma queda na produção do hormônio masculino, a testosterona, o que pode causar diversos sintomas e complicações.

O Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM), como é chamado clinicamente a queda da testosterona (também conhecida popularmente como andropausa), atinge de 15 a 20% dos homens acima dos 50 anos.

A produção do hormônio pode começar a decair a partir dos 40 anos, mas, ao contrário das mulheres, nem todos os homens terão o problema. 

Por outro lado, para os homens, a deficiência de testosterona associada a sintomas ou sinais, à deficiência de produção de espermatozoides ou ambas as possibilidades podem significar complicações mais graves, ou até mesmo estar ligada a outros fatores que não o envelhecimento, como ao hipogonadismo masculino, por exemplo.

Neste artigo vamos explicar o que é o hipogonadismo e como tratá-lo. Continue a leitura para saber mais!

O que é hipogonadismo masculino?

Hipogonadismo nada mais é do que a deficiência de testosterona associada a sintomas ou sinais, à deficiência de produção de espermatozoides, ou ambas as situações ocorrendo concomitantemente.

É possível resultar de uma doença dos testículos (hipogonadismo primário) ou do eixo hipotalâmico-hipofisário (hipogonadismo secundário). 

Tanto o primário quanto o secundário podem ser congênitos ou adquiridos como resultado de envelhecimento, de outras doenças, de fármacos, ou outros fatores. 

Ainda, inúmeras deficiências congênitas de enzimas causam diversos graus de resistência androgênica dos órgãos-alvo, sendo o diagnóstico confirmado através dos níveis hormonais.

O hipogonadismo primário está atrelado a incapacidade de os testículos responderem aos hormônios FSH e LH. Quando o hipogonadismo primário afeta a produção de testosterona, não consegue inibir a produção destes hormônios, fazendo com que seus níveis fiquem elevados. A causa genética mais comum do hipogonadismo primário é a síndrome de Klinefelter.

Já o hipogonadismo secundário é a falha do hipotálamo em produzir o hormônio liberador de gonadotropina (GnRH), ou da hipófise em produzir FSH e LH suficientes. 

Neste caso os níveis de testosterona são baixos, enquanto os níveis de FSH e LH são baixos ou beirando o limite normal. Qualquer doença sistêmica aguda pode causar hipogonadismo secundário temporário.

Algumas síndromes hipogonádicas apresentam causas tanto primárias quanto secundárias (hipogonadismo misto). Além disso, algumas síndromes de hipogonadismo afetam mais a produção de espermatozoides do que os níveis de testosterona.

Quais são as causas do hipogonadismo masculino?

Como vimos, o hipogonadismo masculino é uma condição caracterizada pela produção insuficiente de testosterona. As causas podem ser variadas e são geralmente classificadas em hipogonadismo primário e secundário. Veja mais abaixo:

Hipogonadismo primário

O hipogonadismo primário ocorre devido a problemas diretamente nos testículos, responsáveis pela produção de testosterona. As principais causas incluem:

  • Anomalias genéticas: Algumas condições hereditárias, como a síndrome de Klinefelter, podem afetar o desenvolvimento testicular e a produção de hormônios;
  • Doenças testiculares: Inflamações (como orquite), traumas físicos e exposição à radiação podem danificar os testículos e comprometer a produção hormonal,
  • Insuficiência testicular: Doenças que afetam a função testicular, como a síndrome de Turner, podem levar a uma produção inadequada de testosterona.

Hipogonadismo secundário

No hipogonadismo secundário, o problema reside no sistema endócrino, especificamente no hipotálamo ou na glândula pituitária, que regulam a função testicular. As causas mais comuns incluem:

  • Distúrbios hormonais: Tumores ou problemas na glândula pituitária podem interferir na secreção dos hormônios que estimulam a produção de testosterona;
  • Condições médicas: Doenças como diabetes, obesidade e condições autoimunes podem afetar a função hormonal e, consequentemente, a produção de testosterona,
  • Uso de medicamentos: Alguns medicamentos, incluindo esteroides anabolizantes, opióides e antidepressivos, podem inibir a produção de testosterona.

Outros fatores contribuintes

Além das causas primárias e secundárias, vários outros fatores podem influenciar a produção de testosterona:

  • Estilo de vida: O estresse crônico, a falta de atividade física e uma alimentação inadequada podem afetar negativamente os níveis hormonais,
  • Idade: Com o avanço da idade, é comum que a produção de testosterona diminua, o que pode levar a sintomas de hipogonadismo.

Entender as causas do hipogonadismo masculino é fundamental para um diagnóstico e tratamento adequados. Caso haja preocupações em relação à condição, é sempre recomendável consultar um médico especializado.

Quais os sinais para identificar o Hipogonadismo Masculino?

Agora que você já sabe do que se trata, é importante entender como essa síndrome se apresenta, como identificar e diagnosticar, e ainda, o que ela pode causar para a saúde masculina. A idade de início da deficiência de testosterona determina a apresentação clínica, se dividindo entre: hipogonadismo congênito, de início na infância, ou de início da idade adulta.

No hipogonadismo congênito a deficiência da testosterona já acontece desde a gestação, podendo resultar em alterações na formação dos órgãos genitais.

A de início na infância, por sua vez, tem poucas consequências e geralmente só é reconhecida uma vez que a puberdade esteja atrasada. Neste caso, não sendo tratada, pode levar ao mau desenvolvimento muscular, voz aguda, escroto pequeno, pelos púbicos e axilares raros e ausência de pelos corporais. 

Já a deficiência de testosterona na vida adulta apresenta diversas manifestações, as quais irão depender do grau e da duração da deficiência. Entre elas, estão: 

  • Libido diminuída;
  • Disfunção erétil;
  • Declínio das habilidades cognitivas, como interpretação visual-espacial;
  • Distúrbios do sono;
  • Instabilidade vasomotora (no hipogonadismo masculino grave) e alterações do humor, como depressão e raiva, são comuns;
  • Perda da massa corporal magra, aumento da gordura visceral, atrofia testicular, osteopenia, ginecomastia e pelos corporais esparsos geralmente demoram meses para se desenvolverem;
  • A deficiência de testosterona pode aumentar o risco de doença coronariana e câncer de próstata.

Na vida adulta, essa deficiência está atrelada à deficiência androgênica, conhecida popularmente como andropausa.

Quais exames detectam o hipogonadismo masculino?

Para confirmar o diagnóstico será necessário realizar exames de sangue dosando, inicialmente, FSH, LH e os níveis de testosterona.

A detecção do hipogonadismo masculino envolve uma série de exames que avaliam os níveis hormonais e a saúde geral do paciente. Aqui estão os principais exames utilizados:

Dosagem de testosterona

  • Testosterona total: Medida dos níveis totais de testosterona no sangue. Normalmente, é feita pela manhã, quando os níveis hormonais estão mais altos,
  • Testosterona livre: Avalia a fração da testosterona que não está ligada a proteínas, o que é biologicamente ativo.

Hormônios luteinizante (LH) e folículo estimulante (FSH)

Esses hormônios são produzidos pela glândula pituitária e ajudam a regular a produção de testosterona. Níveis alterados podem indicar se o hipogonadismo é primário ou secundário.

Prolactina

Níveis elevados de prolactina podem interferir na produção de testosterona e indicar problemas na glândula pituitária.

Ressonância magnética (RM)

Utilizada para visualizar a glândula pituitária e detectar possíveis tumores ou anomalias que possam estar afetando a produção hormonal.

Hemograma e perfil metabólico

Avaliam a saúde geral do paciente e podem identificar condições como diabetes e obesidade, que estão associadas ao hipogonadismo.

Testes de função hepática e renal

Esses exames ajudam a verificar se há problemas que possam influenciar a produção hormonal.

História médica e exame físico

O médico pode realizar uma avaliação completa, levando em conta sintomas, histórico familiar e estilo de vida, além de examinar características físicas que podem estar associadas ao hipogonadismo.

Se houver suspeita de hipogonadismo, é importante consultar um médico para a realização desses exames e um diagnóstico adequado.

Como tratar o hipogonadismo masculino?

O tratamento do hipogonadismo masculino é direcionado à reposição adequada de androgênios, devendo esta ser realizada de forma conveniente e segura.

Embora pacientes com hipogonadismo primário possam não ser férteis com qualquer tipo de terapia hormonal, os pacientes com hipogonadismo secundário geralmente tornam-se férteis com o tratamento com gonadotrofinas.

Entre os principais tratamentos estão a terapia de reposição de testosterona e a reposição de gonadotrofinas para restauração da fertilidade decorrente de hipogonadismo secundário.

Se você suspeita ou vem sentindo algum dos sintomas mencionados aqui, não deixe de procurar um especialista.

O Dr. Elton Sanchotene atende como Andrologista em Novo Hamburgo e São Leopoldo. É especialista em tratamentos e diagnósticos de Disfunção Sexual, Ejaculação Precoce, Disfunção Erétil e Andropausa, os quais são essenciais para a promoção da saúde masculina.

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Dr. Elton Sanchotene
Dr. Elton Sanchotene
O Dr. Elton Sanchotene possui experiência na área da Andrologia, adquirida durante sua formação de 4 anos no Instituto de Urologia, Nefrologia e Andrologia - IUNA, Fundação Puigvert, Barcelona, Espanha. Atua como Urologista desde 1995 e atende em consultórios privados em Novo Hamburgo e São Leopoldo. Realiza atendimentos principalmente para quadros de disfunções sexuais, disfunção erétil, ejaculação precoce e andropausa.